Dr. Silvio Façanha
Cirurgião Dentista - Especialista em Implantodontia Bucal
Dra. Anna Camila Façanha
Cirurgiã Dentista
Dra. Anna Júlia Façanha
Cirurgiã Dentista

Anestesia

Anestesia1É o ato de suprimir os estímulos dolorosos através de um medicamento anestésico.

Qualquer pessoa pode tomar anestesia?
Antes disso, a pessoa deve responder a um breve questionário de saúde, padronizado pela ASA (Sociedade Americana de Anestesiologia), que determina o risco anestésico e cirúrgico. Com base em suas respostas, o profissional terá condições de informar se ela está apta a submeter-se a tratamento odontológico com anestesia. Mas, para seu conforto, já lhe adianto que esse procedimento é muito seguro e que a variedade de medicamentos disponíveis proporciona muita segurança.

Existe contra-indicação?
Sim, e elas podem estar relacionadas ao agente anestésico ou ao vasoconstritor. Com relação ao vasoconstritor, os pacientes com pressão alta não tratada ou não controlada, doenças cardíacas graves, diabetes mellitus não controlada, hipertireoidismo, feocromocitoma, sensibilidade aos sulfitos e usuários de antidepressivos tricíclicos, compostos fenotiazínicos, cocaína e “crack”, têm limitações no uso de anestésicos.

Uma pessoa com 70 anos também pode tomar anestesia?
Com o passar da idade, muitas alterações podem aparecer, as quais podem contra-indicar ou não o procedimento. Como foi explicado no item acima, se o paciente apresentar algumas dessas alterações, o uso do anestésico pode estar temporariamente contra-indicado. Nesse caso, ele é encaminhado ao profissional médico habilitado e, após a sua liberação, o procedimento de anestesia é realizado.

Gestantes podem tomar anestesia?
Sim, o estado de gravidez não contra-indica o procedimento anestésico. Porém, se for possível, é mais aconselhável o uso da anestesia entre o terceiro e o sexto mês de gestação.

Existe o risco de choque anafilático?
Sim, porém é muito pequeno, uma vez que as respostas ao questionário de saúde orientam o profissional sobre o possível risco de choque anafilático.

Anestesia2  Quais são os tipos de anestesia?
De uma maneira bem abrangente, a anestesia pode ser local ou geral. A anestesia local é administrada pelo cirurgião-dentista no próprio consultório. A geral deve ser feita pelo médico anestesista em hospital ou clínicas apropriadas.

O que é sedação consciente?
É um procedimento realizado pelo cirurgião-dentista e pelo médico anestesista, a fim de proporcionar maior conforto ao paciente, em casos de pacientes ansiosos ou com medo de ir ao dentista. Esse procedimento é realizado combinando-se a ação do anestesista (através de medicamentos relaxantes) com a do cirurgião-dentista (por meio de anestésicos locais), proporcionando conforto e eficiência anestésica em grandes procedimentos ambulatoriais.

Por que, às vezes, a anestesia demora mais para passar?
Provavelmente devido ao tipo de tratamento realizado. O profissional irá escolher o tipo de técnica, a quantidade e o medicamento. Nesse caso, quando o procedimento é simples, geralmente a anestesia passa rapidamente, ao contrário do que acontece em procedimentos longos, nos quais o profissional necessita de maior quantidade de anestésico.

Qual é a quantidade máxima de anestésico que se pode tomar?
Geralmente, os medicamentos são feitos para, em média, serem administrados 10 tubetes de anestésico em dose de segurança. Deve-se lembrar que o medicamento é composto pelo agente anestésico e pelo vasoconstritor. Em alguns casos em que está contra-indicado ou restrito o uso do vasoconstritor, a quantidade deve ser diminuída.

Inject careComo eu posso tomar uma anestesia sem dor?
Quando se pensa em anestesia, a primeira lembrança é o desconforto devido à picada da agulha, mas isso não mais ocorre. Hoje, com os cuidados pré-anestésicos que envolvem desde a utilização de medicamentos tranqüilizantes até o uso de anestésicos tópicos fortes, o incômodo do procedimento de anestesia diminuiu muito, chegando a não ser notado, dependendo da relação de confiança entre o paciente e o profissional.

injectcareExiste algum aparelho que aplique a anestesia para proporcionar conforto?
Sim. O conforto durante a anestesia é estabelecido quando uma pequena quantidade de anestésico é injetada continuamente por um maior período de tempo. Um aparelho dotado de microprocessador pode injetar a anestesia de forma lenta e contínua, diminuindo o desconforto do procedimento de anestesia.

Referência: Revista da APCD.

Antibióticos: Indicações e Perigos

AntibioticosfaceUSO INDISCRIMINADO DE ANTIBIÓTICOS
1. QUAIS SÃO AS INDICAÇÕES PARA A UTILIZAÇÃO DE ANTIBIÓTICOS?
Os antibióticos são, de um modo geral, indicados nos casos de controle de infecções. Na cavidade bucal, são indicados em infecções nas quais os procedimentos
odontológicos já foram realizados sem alcançar o resultado esperado; no pós-operatório de procedimentos cirúrgicos; ou ainda no pré-operatório em pacientes suscetíveis às infecções oportunistas. A indicação de antibiótico só deve ser realizada pelo cirurgião-dentista após avaliação adequada.

2. HÁ EXAMES ESPECÍFICOS PARA ESTA FINALIDADE?
Sim. Existem testes microbiológicos que analisam o tipo de agente causador da infecção, conhecidos por cultura microbiológica. Estes testes laboratoriais identificam a espécie da bactéria que está causando a infecção e, subseqüentemente, são realizados exames de antibiograma, determinando qual antibiótico deve ser usado para a bactéria causadora da infecção. Existem ainda testes moleculares capazes de detectar a presença de microrganismos e de genes associados à resistência bacteriana frente aos agentes antimicrobianos.

3. QUAIS SÃO AS CONTRA-INDICAÇÕES DO SEU USO?
O uso indiscriminado de antibióticos leva ao aparecimento de cepas bacterianas resistentes na comunidade.Infelizmente, a automedicação é um erro cultural da população, que atualmente colhe prejuízos individuais e coletivos à sociedade. O uso de antibióticos deve ser analisado quando indicado aos pacientes com problemas de fígado, rins; para crianças e idosos.

Antibioticosb4. QUAIS SÃO OS BENEFÍCIOS DE SUA UTILIZAÇÃO?
Basicamente, o maior benefício da administração de antibióticos é o controle da infecção. A medicação antimicrobiana, dependendo da natureza da indicação de sua prescrição, é uma terapia coadjuvante ao tratamento odontológico. Não deve ser empregada sozinha, devendo estar na maioria das vezes associada aos procedimentos odontológicos.

5. QUAIS OS RISCOS INDIVIDUAIS AO PACIENTE?
Várias reações adversas e efeitos colaterais podem ser observados , dentre eles alterações gastrintestinais (náuseas, vômitos e diarréia), hipersensibilidade (reações alérgicas), toxicidade renal e hepática, erupções cutâneas e ulcerações na boca. Há ainda possíveis interações entre medicamentos, como por exemplo, a interação com o álcool. A relação custo-benefício da sua administração deve ser avaliada pelo cirurgião-dentista.

6. QUAIS SÃO OS RISCOS COLETIVOS À SOCIEDADE?
Atualmente, alguns tipos de antibióticos já apresentam seu efeito combatido pelas próprias bactérias. Este processo é conhecido por resistência bacteriana e é causado pela seleção de microrganismos resistentes quando do uso de antibióticos. Por isso, deve ser evitado o uso indiscriminado de antibióticos e os antimicrobianos de última geração devem ser restritos ao tratamento de infecções por agentes multiresistentes.

7. EM CASOS DE INFECÇÕES BUCAIS OU ODONTOLÓGICAS, COMO PROCEDER?
Vale ressaltar, novamente, a importância da consulta ao cirurgião-dentista. Este profissional é competente e capaz de avaliar a situação, particularizando a forma de tratamento caso a caso. A consulta ao cirurgião-dentista impede a automedicação e evita conseqüências mais graves.

REV ASSOC PAUL CIR DENT 2008;62(4):308

Câncer Bucal - Como Prevenir

Cancer bucal O câncer de boca ocupa uma posição de destaque entre os tumores malignos do organismo devido a sua relativa incidência e mortalidade. A prevenção e o diagnóstico precoce devem ser realizados pelo cirurgião-dentista através dos seguintes procedimentos: correto exame clínico; afastamento dos fatores co-carcinógenos; diagnóstico e tratamento das lesões cancerizáveis; exames complementares (principalmente biópsia e citologia exfoliativa), orientação e estimulação ao auto-exame.

Cancer bucal1 Os fatores co-carcinógenos são aqueles que predispõem o paciente a desenvolver um tumor maligno; na boca, podemos citar principalmente o etilismo (álcool) e o tabagismo (cigarro, cachimbo, etc.), as condições precárias de higiene (dentes quebrados, raízes residuais, tártaro, etc.) e as próteses inadequadas ou em más condições (dentaduras e pontes fraturadas ou que causam algum ferimento).

As lesões cancerizáveis são enfermidades bucais que, quando não tratadas, podem evoluir para um câncer alguns fatores são relacionados ao aparecimento dessas lesões. Os principais são: tabagismo, etilismo, traumatismos mecânicos e, nos cânceres de lábio inferior, também se pode citar os raios solares.

Durante o ato de fumar, são liberadas inúmeras substâncias químicas junto à fumaça, algumas reconhecidamente cancerígenas. Outra ação seria o calor produzido principalmente pelo cachimbo.

Cancer bucal exame

Pode-se fazer um auto-exame diante do espelho, com uma boa iluminação, deve-se inspecionar e palpar todas as estruturas bucais e do pescoço. Durante o auto-exame, os principais indícios a serem observados são: feridas que permanecem na boca por mais de 15 dias, caroços (principalmente no pescoço e embaixo do queixo), súbita mobilidade dental, sangramento, halitose, endurecimento e ou perda de mobilidade da língua. É importante frisar que a dor pode ser um sinal de lesão avançada.

O perfil do paciente com câncer bucal é geralmente homens (86%), com idade entre 45 e 55 anos, brancos (84%) e tabagistas (95%) e a região da boca mais atingida são a língua, seguida do assoalho bucal e lábio inferior.

cancer bucal3O diagnóstico é simples. Após o exame clínico, o profissional, suspeitando de um tumor maligno, realiza uma biópsia, que consiste na remoção de um pequeno fragmento da lesão para posterior exame microscópico.

O tratamento pode ser realizado através de cirurgia, radioterapia e quimioterapia, podendo ser associados ou não. O câncer tem cura e quanto mais cedo for diagnosticado (diagnóstico precoce), maiores são as chances, sendo as seqüelas menores e, portanto, maior a qualidade de vida.

Dor

Dor1A espécie humana convive com a dor desde seu surgimento.

A dor é a percepção de uma experiência sensitiva extremamente desagradável para qualquer ser humano. Porém, sua função é fundamental para a sobrevivência da espécie, pois alerta o cérebro, e conseqüentemente todo o organismo, de que existe um agente, interno ou externo, que está prejudicando seu funcionamento normal.

Como ela aparece:

A dor surge quando o organismo sofre uma agressão ou lesão e reage através de um processo chamado reação inflamatória aguda, que busca proteger o local agredido e limitar seu efeito negativo àquela região, emitindo, ao mesmo tempo, uma espécie de sinal geral de alerta.

Dor3Os causadores desse processo podem ser, por exemplo:

– um corte na pele;
– uma contusão na perna ou no braço;
– queimaduras solares;
– doenças internas, produzidas pelo próprio organismo, tais como processos reumáticos ou mesmo alérgicos.
Frente a situações de risco, como as enumeradas acima, nosso organismo produz uma série de reações em cadeia, de alerta e proteção, facilmente identificável no local da lesão, pela presença de:

– dor;
– vermelhidão;
– inchaço;
– calor;
– problemas na função.

Dor

A dor, especificamente, aparece, pois, no local afetado, encontram-se as terminações nervosas, preparadas para captar esses estímulos e transmiti-los, através de todo o Sistema Nervoso, até o cérebro, que interpreta o sinal como dor e determina sua intensidade. O cérebro então envia uma mensagem para todo o organismo, através do Sistema Nervoso, de que algo errado está acontecendo, e logo todo o organismo torna-se sensível. Se o trauma persistir, o cérebro aumentará a velocidade e a intensidade dos sinais dolorosos enviados para todo o organismo, que ficará mais sensível ainda, alcançando a chamada sensibilização central, fenômeno doloroso que afeta todo o organismo e não somente a região onde ocorreu o trauma tecidual.

o que é a dor orofacial?

Dor Orofacial é um fenômeno doloroso que afeta os dentes, a boca e os maxilares.

As causas mais freqüentes para sua ocorrência são:

– cáries;
– doenças da gengiva (gengivites e periodontites);
– disfunções da articulação temporo-mandibular (ATM);
– neuralgia do nervo trigêmeo;
– certos procedimentos executados em consultório odontológico.

Tipos de Dor

– Dor Dental
– Dor dos Maxilares
– Dor na Boca
– dor provocada pelo Tratamento Odontológico

A dor dental é uma das mais sensíveis de todas as que atingem a espécie humana. Ela afeta não apenas o dente, mas toda a rede nervosa da região que o circunda. Porém, nem sempre é o dente o culpado pela dor: as cáries e as doenças da gengiva são as causas mais comuns para a queixa de tantos pacientes.

O dente possui uma camada externa dura, semelhante ao osso – o esmalte. Abaixo do esmalte, encontramos uma outra camada chamada dentina e, no seu interior, uma câmara oca (a polpa dental), onde chegam as terminações de vasos sanguíneos, responsáveis pela nutrição das células do local, e de nervos, responsáveis pela sensibilidade.

Tais terminações são ramificações de vasos e nervos maiores e mais espessos, que passam abaixo dos dentes e penetram nas raízes por um orifício localizado em sua extremidade. Um agente nocivo – por exemplo, uma bactéria -, que afete o dente e atinja a polpa dental, desencadeará uma reação inflamatória, que irá gerar o inchaço dos vasos e nervos. Esses passarão a exercer uma pressão muito forte no orifício por onde atravessam, na base da raiz dental. Com isso, o nervo será comprimido contra a parede da raiz, já que está localizado ao lado de um vaso sanguíneo que conduz sangue. Dá-se, por isso, o surgimento de uma dor latejante, pois a circulação do sangue pelo vaso comprime o nervo a cada fluxo sangüíneo que passa pelo orifício.

Por outro lado, o dente situa-se numa cavidade (alvéolo) no interior do osso inferior, chamado mandibular, e superior, o maxilar.Recobrindo o osso, encontramos a gengiva e, prendendo o dente ao osso em toda a extensão da raiz dental, existem os ligamentos periodontais.

É importante perceber que, para evitar a entrada de qualquer produto, substância ou microrganismo, que possam atingir a raiz, os ligamentos periodontais e o osso, a gengiva cola-se ao esmalte do dente, que é a única região exteriorizada. Na boca, existem milhões de bactérias – seres vivos microscópicos, que podem ser benéficos ou maléficos aos tecidos locais, assim como em outros órgãos do corpo humano. Essas bactérias em maior quantidade, e diante de uma queda nas defesas orgânicas do indivíduo, podem produzir as doenças do dente (cáries) e da gengiva (gengivites e periodontites). Tal funcionamento é muito semelhante ao do aparecimento de gripes e resfriados, sendo sua ocorrência variável de pessoa para pessoa.

A presença de cárie é identificada pelo aparecimento de regiões inicialmente brancas e opacas no esmalte, e que depois se tornam acastanhadas e formam cavidade ou buracos que vão destruindo o esmalte dental, a dentina e podem chegar à polpa dental. Quando isso acontece, ocorre uma das mais insuportáveis dores que afetam o ser humano: a dor da pulpite. A presença de doença gengival inicia-se com a inflamação da gengiva pela presença de restos alimentares e bactérias no espaço entre a gengiva e o dente, na região chamada colo dentário. A falta de higiene bucal e uma alimentação rica em açúcares oferece o ambiente ideal para as bactérias se reproduzirem e para a formação de uma película (placa bacteriana), que se adere ao esmalte dos dentes, próximo à gengiva. A manutenção dessa película – que vai se tornando mais dura pela deposição de sais minerais presentes na saliva -, quando em contato com a gengiva, cria uma zona de irritação constante, ocasionando a gengivite.

Tal inflamação caracteriza-se por inchaço, vermelhidão e dor na gengiva durante a escovação e, em estágios mais avançados, o descolamento dessa gengiva, na região do colo dentário, formando um espaço que se chama bolsa periodontal, entre o dente e a gengiva. Ocorre, nesses casos, a destruição do ligamento periodontal, fazendo com que o dente perca sustentação e amoleça. Se a higiene bucal desse paciente não for melhorada, e se continuarem os hábitos alimentares antigos, somados a defesas orgânicas reduzidas e a não consulta ao dentista, a gengivite evolui para periodontite, que é um estágio mais grave, mais doloroso e que leva à perda do dente afetado.

Nos casos de doença periodontal, a dor atinge a margem da gengiva, na região de colo dentário e, dependendo do número de dentes afetados, pode tornar-se generalizada.

Quando a gengiva descola-se do dente e apresenta recessão ou retração gengival, expõe a dentina, que é a camada mais sensível do dente. Essa exposição pode proporcionar a hipersensibilidade dentinária, uma sensação dolorosa desencadeada pelo frio, gelado, calor, e até mesmo pelo toque de uma escova dental.
A dor dos maxilares freqüentemente aparece por dois motivos: neuralgia do trigêmeo e disfunções da ATM.

Neuralgia do trigêmeo: dor intensa, que parece ser desencadeada por um gatilho ou um choque, que surge após algumas ações rotineiras, como engolir e escovar os dentes. Age em uma região específica e é semelhante à dor dental.

Disfunções da ATM: afetam todo o maxilar, seja superior ou inferior (mandíbula), articulações e músculos do pescoço. Geralmente a dor não é tão forte como a citada anteriormente, assemelhando-se a certas dores de cabeça.

As causa principais para seu aparecimento são problemas dentários de oclusão (fechamento bucal quando se encostam os dentes superiores nos inferiores ), estresse e bruxismo (ranger de dentes durante o sono).

A dor na boca manifesta-se num número mais reduzido de indivíduos e pode surgir posteriormente a problemas psiquiátricos severos, produzindo a chamada “dor fantasma”. Outras doenças presentes na cabeça e pescoço, como câncer bucal, sinusites, otites também podem produzir dor com repercussão em toda a boca, porém são muito mais difusas, tornando-se difícil identificar a região mais afetada.

Dor provocada pelo tratamento odontológico

A execução de determinados tipos de procedimento pelos dentistas – tais como cirurgias, tratamento periodontal ou da gengiva, restaurações de dentes atacados por cáries, colocação e manutenção de aparelhos ortodônticos, confecção de próteses, implantes dentários – pode funcionar como estímulo para sensibilizar os nervos naquele local e desencadear um estímulo doloroso, semelhante aos citados anteriormente.

Para evitar que isso aconteça , atualmente os dentistas dispõem de várias alternativas de alta tecnologia e eficiência – como técnicas específicas, equipamentos e produtos anestésicos, analgésicos, antiinflamatórios e outros -, que, utilizados antes, durante e após o procedimento, evitam que o paciente sinta o mínimo sinal da dor dental.

Felizmente, os profissionais da Odontologia atual estão capacitados para oferecer um tratamento odontológico eficiente, sem o desconforto da dor. Essa realidade contribui, e muito, para a satisfação de diversos pacientes, que ainda têm receio de ir ao consultório odontológico, pois, no passado, sofreram algum tipo de experiência desagradável ou souberam de tal possibilidade por relatos de amigos ou parentes.
Prevenção

Considerando-se as cáries e doenças periodontais como as causas principais para o aparecimento da dor dental, a prevenção deve estar dirigida, primordialmente, a essas doenças da cavidade bucal.

Os conhecimentos científicos atuais recomendam a simples tarefa de praticar a higiene bucal adequadamente, utilizando escovas, fios, cremes dentais, além dos enxagües bucais, como a mais eficiente maneira de prevenir o aparecimento de cáries e doenças periodontais.

É importante destacar que a saúde geral e a capacidade de defesa contra o ataque dos microorganismos também são fatores básicos para o complemento dessas atividades preventivas. Portanto, alimentação equilibrada, hábitos saudáveis, abstenção do fumo e prática de exercícios físicos são importantes auxiliares na a prevenção das doenças bucais.

Completando a relação de atitudes inteligentes e eficientes contra a dor e a perda dental, está a visita ao consultório odontológico – preferencialmente a cada seis (06) meses, pelo menos -, para uma avaliação preventiva do estado da saúde bucal.

Nunca devemos nos esquecer de que sentir dor dental e/ou repor um dente que foi perdido são experiências desagradáveis não só por afetarem a saúde geral, mas também por resultarem em procedimentos de alto custo, atingindo, também, o nosso “bolso”. Por isso, recomendamos a prevenção como a atitude mais inteligente para quem busca melhor qualidade de vida.

Tratamento

Infelizmente, algumas situações imprevistas podem ocorrer e propiciar o aparecimento da dor dental ou mesmo orofacial, como destacamos anteriormente. E aí, o que fazer?

A primeira e mais urgente atitude deve ser a busca de um consultório odontológico, de preferência daquele profissional em que você mais confia: a determinação da causa da dor é absolutamente necessária para a prescrição do tratamento mais adequado e eficiente, não só para controlar o sintoma desagradável, que é a dor, mas principalmente para resolver o problema que está produzindo esse estímulo nervoso.

Até que ocorra o atendimento profissional, existem alternativas de produtos farmacêuticos, disponíveis nas farmácias, que podem reduzir a intensidade da dor momentaneamente, porém não tratam da causa e, passado seu efeito, o desconforto voltará com a mesma intensidade. Os dentistas, quando procurados, poderão avaliar cada situação individualmente e tratar a causa de forma definitiva, no consultório, oferecendo a certeza de que aquela dor, tão desagradável, não mais voltará.

Produtos de tecnologia recente, como anestésicos, antiinflamatórios e analgésicos, além de equipamentos disponíveis nos consultórios, são excelentes auxiliares de que os dentistas podem se utilizar para prevenir e tratar episódios de dor aguda nos pacientes que procuram atendimento odontológico. Além disso, existem dentistas especializados em dor orofacial, e centros de diagnóstico de dor orofacial, a quem são encaminhados os casos mais complicados, de difícil resolução.

Dor2

O medo da dor dental: uma doença e não um sintoma

No exterior, especialistas identificaram uma doença chamada “Medo da dor dental” (FDP : Fear of dental pain), que afeta uma grande parcela da população

Curiosamente, a dor é o principal motivo que leva as pessoas a procurarem o tratamento odontológico e, ao mesmo tempo, é grande o causador do medo que faz com que elas retardem, ao máximo, o retorno ao consultório odontológico.

Atualmente, entretanto, a Odontologia está plenamente capacitada a tratar qualquer pessoa no consultório, executando as mais modernas técnicas de reabilitação funcional e estética, de maneira totalmente indolor, uma vez que dispõe de técnicas, equipamentos e produtos reconhecidamente eficientes e seguros para a analgesia completa dos dentes, gengiva,maxilares e boca, que se prolonga até o período mais crítico do retorno dos pacientes às suas residências.

Os dentistas clínicos, especialistas e os centros especializados em dor orofacial, devem ser considerados como importantes aliados de todos, na prevenção e no tratamento de qualquer tipo de dor orofacial.

Do Portal Trate a Dor Dental.Com

Hipersensibilidade Dentinária

Hipersensibilidade3O que é hipersensibilidade (hiperestesia) dentinária?

É a dor que ocorre, geralmente na região do colo do dente, próxima à gengiva, provocada pela escovação, ingestão de alimentos frios, doces, frutas cítricas etc. A dor cessa assim que o estímulo é removido, é de curta duração, tendendo a desaparecer com a mesma rapidez com que se inicia. Assim, a hipersensibilidade nunca começa espontaneamente como acontece comumente com outras causas de dor nos dentes. Entretanto, a distinção entre hipersensibilidade e dor de dente deve ser feita pelo dentista.

Hipersensibilidade2

A hipersensibilidade significa que a polpa dental (o “nervo” do dente) está doente?

Não, já que a dor é decorrente de mudanças de pressão dentro do dente, provocadas pela variação da temperatura ou por outros estímulos na superfície. Não tem relação com alterações patológicas da polpa dental.

Então, por que o dente dói?

Em condições normais, a coroa do dente (a parte exposta na cavidade bucal) é recoberta pelo esmalte, estrutura resistente às pressões e ao desgaste decorrentes da mastigação (Figura 1). Essa estrutura é praticamente impermeável e definitivamente insensível aos estímulos. As raízes são recobertas por outro tipo de estrutura, denominada cemento. Com o passar do tempo, esmalte e cemento sofrem degradações (Figura 2) que expõem a dentina, estrutura também dura e resistente e que abriga a polpa dental. Dessas estruturas, somente a dentina apresenta sensibilidade. A dentina é bastante permeável, constituída de milhões de canais microscópicos (Figura 1) que, em teoria, ligam a polpa com meio externo quando o esmalte ou o cemento são desgastados. Sem o cemento e o esmalte, a dentina fica sem proteção e sujeita às agressões do meio externo.

Qual a relação da hipersensibilidade dentinária com as lesões cervicais não cariosas?

Hipersensibilidade erosao A hipersensibilidade dentinária ocorre mais comumente na região cervical do dente (colo), onde o esmalte e o cemento são degradados com maior freqüência, expondo a dentina. Quando essa exposição dentinária não é provocada por processo de cárie dental, a área exposta é considerada uma lesão cervical não cariosa (Figura 2). A prevalência dessas lesões é alta, e pode-se antecipar que, em algum momento da vida, qualquer indivíduo poderá ter, pelo menos, um dente com lesão cervical não cariosa.

 

Quais as causas mais comuns de lesões cervicais não cariosas?

Essas lesões são resultado de uma interação de fatores, em que os mais importantes são a oclusão (contato entre os dentes antagonistas), a alimentação rica em ácidos (frutas cítricas e refrigerantes em excesso, por exemplo) e a escovação dental. A oclusão promove a fadiga das estruturas dentárias na região do colo, as substâncias ácidas causam a dissolução do esmalte e a escovação remove mecanicamente o esmalte enfraquecido ou dissolvido. Fatores sistêmicos também podem contribuir para a degradação das estruturas dentárias, tais como refluxo gastroesofágico, bulimia, hipertireoidismo e qualquer outra doença que reduza o fluxo salivar.

Como tratar a hipersensibilidade dentinária?

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O dentista deve empregar os recursos dessensibilizadores (o que pode incluir a restauração das lesões e ajustes oclusais) para reduzir o desconforto imediato da dor e, complementarmente, eliminar as causas da exposição dentinária para impedir a recorrência da hiperestesia.

Artigo publicado no site da APCD

ATM - Disfunção da ATM

ATM é a abreviatura de “Articulação Têmporo Mandibular”. Essa articulação situa-se logo à frente do ouvido e é responsável pelos movimentos executados pela mandíbula.

O principal indicativo de uma alteração na ATM é o estalido (clique), normalmente acompanhado de dor que se manifesta na cabeça, face, pescoço, olhos e dentes. A ausência de dor não é sinal de normalidade. O estalido (clique), por si só, já traduz problemas nas ATMS.
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Toda e qualquer doença necessita de mais de um fator para a sua ocorrência. O fator principal deve ser acompanhado dos fatores que contribuem, modificam ou perpetuam a doença. No caso da disfunção das ATMS, acredita-se que o fator principal seja a maloclusão (relacionamento inadequado entre os dentes da maxila e mandíbula), sendo o “stress”, os hábitos parafuncionais e algumas doenças sistêmicas ou hormonais capazes de contribuir, modificar ou perpetuar o seu aparecimento. Contudo, sabe-se que a ordem dos fatores principais e secundários pode alterar-se, havendo diferentes pesos no julgamento de quem é o agente iniciador da disfunção.

Entre as faces articulares dos ossos que compõem as ATMS (osso temporal e côndilo da mandíbula), existe uma estrutura fibrocartilaginosa chamada disco articular, cujas principais funções são amortecer e amoldar as superfícies ósseas incongruentes da articulação, evitando traumas e desgastes prematuros.
Quando o disco articular se desloca de sua posição fisiológica, acontece o estalido (clique), notado nos movimentos mandibulares, tais como: falar, mastigar, cantar, bocejar, etc.

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As dores de cabeça provenientes das disfunções de ATM, em geral, não são propriamente de cabeça: são dores nos músculos que envolvem a cabeça. Posições posturais viciosas, relacionamento dental inadequado, apertamento e/ou ranger de dentes, associados ao “stress”, normalmente culminam em quadros crônicos de dores nos músculos da face, da cabeça e do pescoço.
A proximidade entre a ATM e o ouvido pode ocasionalmente confundir o paciente sobre o local de origem da dor. Na realidade, a dor de ouvido é diferente da dor de ATM. Como diagnóstico diferencial, as disfunções das ATMS não manifestam febre, não eliminam secreção pelos ouvidos e não são acompanhadas por quadros infecciosos das vias aéreas superiores.

O “encaixe dental” (oclusão) é responsável pela posição do côndilo (cabeça da mandíbula) dentro da articulação. Ocluir os dentes mais para frente, para trás ou para os lados traz conseqüências para as ATMS. O ideal é que a oclusão tenha um relacionamento adequado, para manter côndilo e disco articular harmônicos e bem posicionados entre si, a fim de que a articulação seja saudável.
Promover uma oclusão dentária que permita um bom relacionamento entre as estruturas da ATM e remover os fatores que possam estar associados ao problema.
A disfunção temporomandibular é uma doença que, depois de instalada, é quase sempre progressiva. O que não se consegue determinar com exatidão é a sua velocidade de progressão e as suas conseqüências. Portanto, o ideal é o tratamento precoce, que certamente proporciona melhores soluções e resultados.

ATM - Ajuste Oclusal

O ajuste oclusal é a conduta terapêutica que propõe modificações nas superfícies dos dentes, restaurações ou próteses, através de desgaste seletivo ou acréscimo de materiais restauradores, buscando harmonizar os aspectos funcionais maxilomandibulares na oclusão em relação cêntrica e nos movimentos excêntricos.
O objetivo é melhorar as relações funcionais da dentição para que, juntamente com o periodonto de sustentação recebam estímulos uniformes e funcionais, propiciando as condições necessárias para a saúde do sistema neuromuscular e das articulações temporomandibulares.
As indicações do ajuste oclusal são as seguintes:
Presença de sinais e sintomas de oclusão traumática e quando as relações oclusais podem ser melhoradas por meio de ajuste, nas seguintes situações:
• discrepância oclusal em relação cêntrica;
• tensão muscular anormal (ocorrendo conseqüente desconforto e dor resultante de hábitos, como apertamento ou bruxismo);
• presença de disfunção neuromuscular;
• previamente a procedimentos restauradores extensos para estabelecer um padrão oclusal ótimo;
• estabilização dos resultados obtidos pelo tratamento ortodôntico e pela cirurgia buco-maxilo-facial;
• coadjuvante no tratamentoperiodontal, nos casos com mobilidade dental.
A oclusão traumática foi definida por STILLMAN e McCALL em 1922, como um estresse oclusal anormal, capaz de produzir (ou que tenha produzido) injúrias aos dentes, periodonto, ou sistema neuromuscular.
Apresenta como sinais clínicos mobilidade dental; migração dental; padrão anormal de desgaste oclusal (facetas); abcessos periodontais (especialmente em áreas de bifurcação); hipertonicidade dos músculos da mastigação; sensibilidade à pressão, som seco à percussão, ocasionalmente atrofia ou recessão gengival, disseminação da inflamação e proliferação epitelial; profundidade desigual das bolsas periodontais e bolsas intra-ósseas.
São considerados sintomas de oclusão traumática a sensibilidade das estruturas periodontais; hipersensibilidade pulpar e dentinária, desconforto regional vago e dor muscular ou da articulação temporomandibular.
Deve-se indicar o ajuste oclusal somente após correto diagnóstico da necessidade do cliente.

ATM - Placa de mordida mio-relaxante

placa mio lado

São dispositivos encaixados nos dentes ou próteses, que podem ter finalidades de proteção dentária assim como relaxantes musculares quando essas reposicionam a mandíbula à sua relação fisiológica com a maxila. Essas placas podem ser flexíveis ou rígidas.

A utilização de placas interoclusais de material flexível está indicada apenas nos casos em que o paciente pratique alguma atividade em que haja risco de trauma mecânico que poderia causar fratura dos elementos dentários. A prática de esportes de maneira geral requer a utilização desses protetores interoclusais flexíveis. Nesse caso, o dispositivo deverá recobrir todo o elemento dentário para proteger inclusive o tecido mole dos lábios, bochechas e língua, caso sejam comprimidos contra os dentes.

Entretanto, para tratamento dos distúrbios articulares e musculares que envolvem o sistema mastigatório, é necessária a utilização de placas interoclusais rígidas.

As características mais importantes dos materiais que se utilizam na confecção de placas interoclusais miorrelaxantes são a resistência e a mutabilidade.

A resistência é importante para manter a estabilidade dos contatos oclusais conseguidos inicialmente durante a confecção da placa em laboratório de prótese.

A mutabilidade permite, depois da acrilização, ajustes por remoção ou acréscimo de material, a fim de devolver estabilidade mandibular após prováveis alterações do posicionamento condilar. O paciente necessita de um apoio interdental rígido para que ele possa deglutir confortavelmente e guiar os movimentos mandibulares.

placaA placa deve funcionar como se fosse seus próprios dentes, caso estivessem posicionados adequadamente. Enfim, o tratamento com placa interoclusal visa criar, de uma forma artificial, os requisitos de oclusão ideal para o paciente que, por uma razão ou outra, não os atinge com seus dentes na posição que estão. Essa devolução da oclusão ideal promove um descanso da musculatura e alivia trações e compressões sobre os tecidos articulares, possibilitando a melhora do caso e indicando a posição ortopédica estável dos côndilos.

Essa posição é aceita hoje como a de início de tratamento dos procedimentos restauradores e ortodônticos e é conhecida no vocabulário protético há muito tempo como sendo a posição de RC (relação central dos côndilos mandibulares com a fossa mandibular do osso temporal).

ATM - Tens- eletro-estimulação

Tens, vem do inglês: Transcutaneous Eletrical Neural Stimulation e é usado em Odontologia para alívio de dor orofacial e relaxamento muscular.
miotensatmG
É muito usado na área de Fisioterapia também. Sua indicação é para pessoas que apresentam dores musculares na face, na região cervical (pescoço), fadiga ou musculatura em espasmo.

O Tens promove uma estimulação direta dos nervos por intermédio de pulsos de curta duração e pequena amplitude.

Os pulsos passam através da pele por eletrodos que são posicionados em lugares específicos. Tens não é invasivo e bem aceito pelo paciente É utilizado também para fazer desprogramação da musculatura em casos de maloclusão; fazer registros de mordida para construção de próteses em geral e como auxiliar nos processos de ajustes da oclusão.

Cirurgia - Cirurgia de dentes decíduos

Dentes de Leite

Ao nascer não há normalmente dentes visíveis na boca, mas já se encodente de leite0ntram muitos dentes nas diversas fases de desenvolvimento no interior da estrutura óssea das arcadas dentárias. A calcificação dos dentes de leite começa por volta do quarto mês de gestação; perto do fim do sexto mês todos os dentes de leite já começaram o seu desenvolvimento.  Nos primeiros anos aparece a  dentição decidual ou de leite e   mais tarde a dentição permanente.

Por volta do sexto mês, começam a romper as gengivas e a nascer, marcando uma nova etapa no desenvolvimento do seu bebé. No entanto, para alguns bebés esta é uma etapa complicada de ultrapassar pelas dores e mal-estar que poderá, eventualmente, provocar. Para os pais, poderá ser uma época de frustração uma vez está fora do seu alcance aliviar de alguma forma as dores causadas pela dentição.

Estar preparado para enfrentar esta situação poderá ajudar a ultrapassá-la com maior facilidade. Primeiro que tudo, vamos ver alguns dos sinais que demonstram que os dentes estão a nascer:

* O bebé coloca as mãos na boca e tenta roer os brinquedos e outros objectos duros;
* Torna-se irritadiço; Tem dificuldades em dormir;
* Vermelhidão nas bochechas ou nas orelhas;
* Aumento da salivação;
* Gengivas vermelhas e inchadas que provocam dores ao bebé;
* Febre e diarreia; Falta de apetite; Dores de ouvidos.

Dentição decidual (de leite) – Os incisivos centrais inferiores são os primeiros dentes de leite a aparecer na boca por volta dos 6 meses.  São seguidos mais ou menos um mês mais tarde pelos incisivos centrais superiores.  Passam então cerca de 2 meses até ao surgimento dos incisivos laterais superiores.  Os incisivos laterais inferiores emergem um pouco antes dos laterais superiores.  Regra geral, os dentes inferiores precedem os superiores, e os dentes em ambas as arcadas (maxilar superior e mandíbula), aparecem aos pares, um esquerdo e um direito.  Com a idade de 1 ano ou mais tarde, erupcionam os primeiros molares de leite.  Os caninos deciduais aparecem por volta dos 16 meses.  Por último surgem os segundos molares. Quando a criança atinge os 2 ou 2 anos e meio de idade, é de esperar que todos os dentes de leite estejam já em uso. Quando completa, a dentição decidual é composta por 20 dentes (10 superiores e 10 inferiores).

Uma ideia ainda bastante comum é a de que a dentição decidual não é para levar a sério uma vez que será perdida numa idade ainda muito nova dente de leitepara dar lugar aos dentes permanentes.  Muitos por isso pensam que como é uma dentição que será substituída, qualquer dano ou perda prematura, não é importante.  Isto é uma visão errada e tem prejudicado o desenvolvimento dental das crianças.  Possivelmente porque têm sido chamados de “dentes de leite” ou “dentes de bebé”, o leigo tende a pensar nos dentes deciduais como sendo temporários.  Simplesmente não é este o caso.  Todos os dentes deciduais podem estar em uso dos dois aos sete anos, ou seja 5 anos no total.  Alguns dos dentes deciduais estão em uso desde os seis meses até aos doze anos, 11 anos e meio ao todo.

A perda prematura dos dentes primários (também são assim chamados), é considerada hoje em dia como um dos factores de origem e desenvolvimento de uma articulação anormal dos dentes permanentes ou definitivos.

Cirurgia - Cirugia de dente permanente

Dentes Permanentes
DenticaopermanenteA dentição permanente substitui a decídua e os primeiros dentes da dentição permanente a emergir na boca são os primeiros molares.  Eles fazem a sua aparição imediatamente atrás dos segundos molares deciduais, na idade dos 6 anos.  Como consequência são frequentemente chamados de “os molares dos 6 anos”.  São muito maiores que qualquer dente decidual e não podem fazer a sua entrada antes que o desenvolvimento da mandíbula atinja um estádio que permita suficiente espaço.  É um dente que escapa por vezes a ser notado porque não é precedido pela queda de nenhum dente decidual uma vez que nasce num espaço onde não havia dente algum.

O segundo dente permanente a tomar o seu lugar na arcada é o incisivo central inferior, que aparece quando a criança tem entre os 6 e 7 anos de idade.  Tal como na dentição decidual, os dentes permanentes inferiores tendem a preceder os do maxilar superior no processo de erupção.

Pouco tempo depois destes, surgem os incisivos laterais inferiores, por vezes simultaneamente com os centrais. A seguir vêem os incisivos centrais superiores e cerca de um ano mais tarde os incisivos laterais superiores.  Os primeiros pré-molares seguem os laterais quando a criança está nos 10 anos de idade; os caninos inferiores aparecem muitas vezes ao mesmo tempo. Os segundos pré-molares surgem no ano seguinte e a seguir os caninos superiores.  Normalmente, os segundos molares nascem quando o indivíduo atinge os 12 anos; situam-se posteriormente aos primeiros molares e são muitas vezes designados de “molares dos 12 anos”.

Os terceiros molares (dentes do siso) não surgem antes dos 17 anos ou até mais tarde.  É necessário um considerável crescimento da arcada após os 12 anos para permitir espaço a estes dentes. Os terceiros molares estão sujeitos a muitas anomalias e variações na forma. Muitas vezes estes dentes permanecem inclusos no osso durante anos. Uma forma de determinar se os terceiros molares estão ou não presentes é através de uma radiografia panorâmica.
Na composição de um dente entram quatro materiais diferentes: o esmalte, a dentina, o cimento e a polpa.

A parte externa da coroa do dente, isto é, a parte que emerge das gengivas, está coberta de esmalte que é a substância mais dura do organismo. O esmalte se for lascado, partido, gasto pela erosão ou atacado pela cárie, não se reconstitui e expõe a camada subjacente de dentina que é mais macia e solúvel ficando o dente com mais sensibilidade. A raiz do dente, ou seja, a parte localizada abaixo da gengiva, é revestida por uma camada fina de cimento que é um tecido vivo susceptível de crescer e se reconstituir. Logo abaixo do esmalte e do cimento fica a dentina que é uma substância semelhante ao osso. No interior da dentina existe uma cavidade central que é preenchida pela polpa, tecido mole que contém os nervos e os vasos sanguíneos.

Uma dentição permanente completa é constituída por 32 dentes (16 superiores e 16 inferiores) e dividem-se em:

1.   incisivos, situados na parte da frente, que têm um rebordo fino destinado a cortar os alimentos.

2.   caninos, logo após os incisivos e com a função de dilacerar os alimentos demasiado duros para serem cortados.

3.   os pré-molares e os molares cuja função é de triturar os alimentos.

Cirurgia - Dente do Siso

dente sisoAs pessoas que têm os terceiros molares (dentes do siso) devidamente desenvolvidos e alinhados são de facto uma minoria.  Pensa-se até que é um dente com tendência a desaparecer com a evolução do ser humano. Normalmente quando um dente do siso dá problemas o(a) dentista não hesitará em extraí-lo.

Os terceiros molares não surgem antes dos 17 anos ou até mais tarde.  É necessário um considerável crescimento da arcada após os 12 anos para permitir espaço a estes dentes. Os terceiros molares estão sujeitos a muitas anomalias e variações na forma. Muitas vezes estes dentes permanecem inclusos no osso durante anos. Uma forma de determinar se os terceiros molares estão ou não presentes é através de uma radiografia panorâmica.

Odontopediatria - Dentes de Leite

Quando deve ser iniciada a escovação dos dentes de leite?

Dentes de leiteA escovação dos primeiros dentes deverá ser iniciada assim que estes estejam erupcionando, com escova infantil e de cerdas macias. Antes da erupção dos dentinhos, a boca e a gengiva do bebê já deverão ser limpas com a ponta de uma fralda ou com gaze embebida em água filtrada. Os hábitos de higiene, aprendidos quando criança, serão levados para a vida adulta.

Dentes de leite5A aplicação do flúor deve ser iniciada na dentição de leite?
A aplicação de flúor no consultório dentário deverá ser iniciada já na dentição de leite (dentição decídua), assim que esta esteja completa por volta de 2 anos e meio a 3 anos de idade.
0 flúor é um dos agentes importantes na redução da cárie dentária (que é uma doença infecto-contagiosa), em conjunto com outros métodos de prevenção, tais como a escovação e a dieta equilibrada, além do consumo de água fluoretada.

Dentes de leite30 uso da chupeta (ou mesmo chupar o dedo) faz os dentes entortarem?
Sim. A chupeta ou a sucção do dedo,leva a um desequilíbrio das arcadas dentárias e à má posição dos dentes. 0 hábito da chupeta deverá ser interrompido por volta dos 3 anos de idade, quando a criança já está consciente de suas vontades e não requer mais a compensação de sugar. Portanto, devemos encorajá-la a deixar o hábito, sendo, às vezes, uma troca agradável e consciente.
Dentes de leite6A retirada do hábito de sucção do dedo requer mais consciência por parte da criança, força de vontade e sua colaboração, que poderá acontecer um pouco mais tarde. Nos casos mais severos, a avaliação de um psicólogo é recomendável.

0 uso de antibiótico pode manchar os dentes de leite?
0 antibiótico que mais poderá levar a manchas nos dentes de leite é a tetraciclina, quando administrada durante a gestação em grande quantidade e longa duração. 0 mesmo pode acontecer para os dentes permanentes quando administrado à criança logo após o nascimento.

Orientações sugeridas por Maria Naira P. Friggi – Coordenadora do Curso de Especialização em Odontopediatria pela APCD – SP.
REVISTA DA APCD V. 49, Nº 3, MAI./JUN. 1995

Ortodontia - Cirurgia Ortognática

O que é a Cirurgia Ortognática?

Cirurgia ortognaticaA cirurgia ortognática é realizada para correção de desarmonias faciais. Nesses casos, os maxilares (maxila e mandíbula) não se encontram posicionados corretamente, resultado de um crescimento desordenado dos ossos da face, de um posicionamento incorreto dos dentes ou de algum trauma, gerando alterações na mastigação, respiração e fala. O desequilíbrio na face gera problemas funcionais e insatisfação pessoal. Os pacientes podem apresentar alterações no sorriso, na oclusão (encaixe dos dentes), dores cervicais e perdas dentárias. A cirurgia corretiva capaz de reposicionar os dentes e ossos da face adequadamente e criar uma aparência mais equilibrada e satisfatória é a cirurgia ortognática.

Como a Cirurgia Ortognática é realizada e onde pode ser feita?

A cirurgia é realizada em ambiente hospitalar, sob anestesia geral, sendo necessária a realização de exames pré-operatórios e avaliação cardiológica e de outras especialidades médicas, se necessário. O paciente passará por um anestesista para esclarecimentos a respeito da anestesia geral. Durante a cirurgia, realiza-se o devido reposicionamento dos ossos da face, que são imobilizados com placas e parafusos de titânio, permitindo ao paciente sair de boca aberta do procedimento. Em apenas algumas horas realizamos a correção do problema facial e da mastigação. A cirurgia é totalmente realizada por dentro da boca, sem a existência de cicatrizes na pele. Programa-se toda a cirurgia com antecedência, o paciente recebe um preparo nutricional, psicológico e físico e a cirurgia é agendada para a melhor época, tanto para o paciente como para o ortodontista e o cirurgião.

Cirurgia ortognatica2Realiza-se algum preparo para essa mudança?

É fundamental, para um bom resultado cirúrgico, a realização de um planejamento por parte do ortodontista e do cirurgião. Esses profissionais realizarão uma detalhada avaliação das condições funcionais dos dentes e maxilares, a fim de estabelecerem o plano de tratamento. Dessa forma, será estabelecido todo o preparo ortodôntico antes da cirurgia para correção do posicionamento dos dentes dentro de suas bases ósseas, para que a cirurgia posicione adequadamente as bases ósseas entre si. O preparo ortodôntico requer tempo e paciência, em média de um a dois anos antes da cirurgia. A mordida nesta fase tende a piorar, mas isso é temporário e importante para o sucesso da correção cirúrgica meses depois.

Como é o pós-operatório?

Geralmente o paciente permanece hospitalizado cerca de um a dois dias, quando então continua sua recuperação em casa. Inicialmente, apresentará inchaço na face, dificuldades para falar e realizar atividades. A dor não é freqüente, pois a região operada fica adormecida por alguns meses. A dieta deve ser líquida por dez dias, passando para pastosa até a devida orientação do cirurgião. A fisioterapia é iniciada nas primeiras 24 h após a cirurgia, para drenagem do edema facial e retorno mais rápido das funções mandibulares. O paciente retornará ao cirurgião muitas vezes nos primeiros três meses após a cirurgia, para o devido acompanhamento de sua recuperação. Após duas ou três semanas, geralmente o paciente está apto a retornar a muitas atividades. A recuperação é gradativa, necessitando da compreensão de todos para a mudança ocorrida e o sucesso do procedimento executado.

Quanto tempo depois da cirurgia o tratamento é finalizado?

O paciente retorna ao ortodontista para a finalização ortodôntica cerca de seis semanas após a cirurgia, a fim de realizar o refinamento do posicionamento final dos dentes. Esse processo é variável, durando em média de seis meses a um ano. Após a remoção do aparelho ortodôntico, o paciente permanece com aparelho de contenção por no mínimo um ano e nesta fase pode considerar alguns procedimentos cosméticos para deixar o sorriso ainda mais bonito, tais como clareamento dental, cirurgias gengivais e diversos recursos odontológicos e médicos, a fim de proporcionar a completa satisfação do paciente.

Ortodontia - Ortodontia em Adultos

Ortodontia3Adultos também podem usar aparelhos ortodônticos?

Sim, os pacientes que possuem desajustes na posição dos dentes ou no tamanho dos ossos da face, com conseqüente desarmonia muscular, devem ser submetidos ao tratamento ortodôntico, mesmo quando em idade adulta. O descuido com a oclusão pode resultar em danos às estruturas de suporte dental (gengiva e osso), dores ou ruídos na articulação e até mesmo na perda de dentes. Devemos lembrar que ano a ano cresce a expectativa de vida do brasileiro e, visto que todos esses problemas são agravados com o aumento da idade, devemos corrigi-los o quanto antes, para garantir uma velhice saudável aos nossos pacientes.

O tratamento ortodôntico nos adultos traz os mesmos resultados que nos jovens?

Infelizmente, nos adultos, as correções são muito menos abrangentes que nos jovens, já que nestes contamos com o crescimento dos ossos e a adaptação dos músculos da face. Além disso, nas crianças, os dentes permanentes ainda estão nascendo, e assim podemos direcioná-los mais facilmente aos seus lugares definitivos.
No adulto, a correção estará limitada a melhorar o posicionamento dental, e eventuais alterações de posição dos ossos faciais somente poderão ser realizadas cirurgicamente.

Quais são as principais características do tratamento no adulto?

O aumento da idade acarreta maior dificuldade de reparação dos tecidos. Esse fato é de fácil constatação em atletas: observamos que os mais novos curam-se facilmente de lesões, ao passo que os mais velhos têm recuperação bastante lenta.
Essa distinção do metabolismo nas várias faixas etárias também deve ser observada na movimentação dental, realizando-se, no adulto, um tratamento mais lento e mais cuidadoso. Isso, hoje em dia, é possível graças aos recentes avanços da Ortodontia, que emprega fios compostos por titânio e molibdênio, para produzir movimentos suaves e indolores.

Os pacientes com doenças gengivais também podem ser tratados?

Enquanto a doença periodontal estiver ativa (presença de inflamação), o tratamento ortodôntico é contra-indicado. Após a estabilização do problema, o ortodontista deve proceder a cuidadosa avaliação para mensurar a extensão dos danos provocados e indicar o tipo de aparelho que mais se ajuste ao caso.

Como a ortodontia em adultos pode colaborar nos tratamentos clínicos?

Alguns pacientes apresentam problemas complexos que requerem terapias restauradoras, endodônticas, protéticas e/ou periodontais, em conjunto com a prática ortodôntica. Casos de dentes inclinados ou extruídos devido à perda precoce de seus vizinhos ou antagonistas; dentes inclusos parcial ou totalmente, assim como dentes girados, podem comprometer seriamente o trabalho clínico. Para a solução desses problemas, o ortodontista emprega aparelhos fixos totais (colocados em todo o arco dental) ou parciais (instalados em apenas alguns dentes), para proceder a pequenos movimentos dentais e, com isso, permitir o sucesso do tratamento integrado.

Qual é o tipo de aparelho mais indicado para os adultos, o fixo ou o removível?

Os aparelhos removíveis têm sua maior indicação para os jovens, uma vez que agem principalmente reposicionando os ossos e harmonizando a função muscular. Contudo, nos adultos, é necessário um dispositivo que promova o ajuste preciso da posição dos dentes, e, nesse caso, os aparelhos fixos são os indicados, por serem mais eficientes e seguros na movimentação.

Ortodontia2Qual seria a opção mais estética para os aparelhos fixos?

Ha cerca de 20 anos iniciou-se a busca por aparelhos fixos que possuíssem um aspecto mais agradável. No início, foram fabricados os braquetes (peças que se fixam aos dentes) de plástico, que logo caíram em desuso por se deformarem facilmente e sofrerem escurecimento. Depois, a indústria de materiais ortodônticos adotou a cerâmica como principal constituinte dos aparelhos fixos estéticos, já que esse material resiste melhor às forças produzidas pelo fio e é mais resistente às manchas. Hoje, os pacientes adultos podem contar com dispositivos ortodônticos bastante eficientes e quase invisíveis.

OrtodontiaAlém da estética, existem diferenças entre o aparelho fixo metálico e o cerâmico?

O aparelho de cerâmica tem como principais desvantagens, em relação ao metálico, seu custo mais elevado e maior fragilidade à fratura. Do ponto de vista mecânico, as peças cerâmicas que possuem uma canaleta metálica no centro são as mais indicadas, pois diminuem o atrito do fio com o aparelho, reduzindo a duração do tratamento.

Periodontia - Cirurgia Plástica Periodontal

Cirururgia plastica periodontal2

O que são as cirurgias plásticas periodontais?

São cirurgias que visam corrigir defeitos gengivais e de tecidos moles em regiões que apresentam algum tipo de comprometimento estético. Os defeitos que mais incomodam os pacientes são retrações gengivais, alterações de papilas interdentais, perdas de altura e espessura em áreas que foram submetidas a extrações e tecidos moles insatisfatórios ao redor dos implantes.

Quando são indicadas e quais os requisitos para poder submeter-se a uma cirurgia plástica?

A indicação principal se dá quando o defeito altera a harmonia do sorriso do paciente. Como requisito obrigatório, exige-se saúde bucal. Doenças periodontais, cáries, problemas endodônticos, entre outros, devem ser tratados antes de qualquer cirurgia estética.

Por que são necessários enxertos gengivais para recobrir raízes?

A razão principal é estética, especialmente quando o paciente mostra a raiz ao sorrir ou ao falar. O enxerto também pode ser indicado em raízes que apresentam sensibilidade às variações de temperatura.

De onde são retirados os enxertos?

Cirururgia plastica periodontalAs técnicas que apresentam melhores resultados estéticos são aquelas que utilizam enxertos retirados do palato, chamados de enxertos subepiteliais, pois utiliza-se apenas uma delicada camada de tecido que fica embaixo do epitélio.

Por que é necessário aumentar os rebordos que sofreram extrações?

É comum, após as exodontias (extrações dentárias), haver uma reabsorção óssea e gengival na área ocupada pela raiz, gerando um defeito na anatomia do rebordo. Quando há necessidade de recuperar os tecidos reabsorvidos, utilizam-se enxertos que ajudam a dar um caráter mais natural à prótese que irá recuperar a área desdentada.

E quanto à dor pós-operatória e ao tempo de recuperação?

As técnicas mais recentes, além de oferecerem ótimos resultados estéticos, proporcionam um pós-operatório com pouquíssimo desconforto ao paciente. Normalmente, o paciente já pode trabalhar no dia seguinte à cirurgia, desde que evite esforços físicos e evite traumatizar a região operada.

Traballho publicado na Revista da APCD

Periodontia - Doença Periodontal

GengiviteeO que é periodonto?

É o conjunto de tecidos que está ao redor do dente e que é responsável pela sua fixação: gengiva, osso alveolar e fibras que ligam raiz ao osso.

0 que é Doença Periodontal (DP)? É a mesma coisa que gengivite?
É o comprometimento dos tecidos periodontais pelo processo inflamatório, que leva à reabsorção do osso que está ao redor das raízes dos dentes, enquanto que, na gengivite, não há alteração óssea, pois a inflamação só atinge a gengiva.

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Como posso saber se já tenho a DP?
0 sinal mais característico é o sangramento, mas devemos estar atentos também para: alterações na posição dos dentes, mobilidade, retrações gengivais, retenções de alimento, inchaço etc.

Ao perceber sangramento durante o uso do fio dental, devo suspender esse procedimento de limpeza?
Não, desde que esteja passando o fio corretamente. 0 sangramento denota a presença de bactérias nessa região e, dessa forma, é conveniente continuar com o uso do fio na tentativa de removê-las.

Existem medicamentos indicados para o tratamento?
Não é possível o tratamento desta doença somente com medicamentos, sejam estes locais ou sistêmicos. A placa bacteriana aderida ao dente tem que ser removida mecanicamente.

Qual a causa da DP?
A placa bacteriana aderida ao dente é a única causa, porém algumas alterações na gengiva podem estar associadas a causas hormonais, uso de alguns medicamentos, queda de resistência etc.

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Corno o tratamento é realizado pelo cirurgião-dentista?
É feito com a remoção da placa bacteriana aderida através de raspagem e alisamento das raízes dos dentes. Quando os instrumentos de raspagem não atingem toda área da raiz comprometida, as cirurgias são indicadas; para facilitar o acesso.

Uma vez tratada a doença, os tecidos recuperam-se integralmente?
Não, sempre ficam seqüelas, com exceção das gengivites. A doença periodontal deixa como seqüelas alterações estéticas como: deslocamento na posição do dente, retração gengival com conseqüente aumento no comprimento do dente etc. Existem procedimentos cirúrgicos e protéticos que podem miminizar esses defeitos.

De quando em quando se fazem os retornos para a manutenção após o tratamento?
As visitas para manutenção devem assegurar a estabilidade da condição de saúde alcançada com o tratamento e, assim, evitar tanto a o progressão da doença como a sua recidiva.
Nos casos mais avançados, recomenda-se uma periodicidade de 3/3 meses e de 4/6 meses para a maioria das pessoas.

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E possível prevenir esta doença?
A sua prevenção pode ser feita unicamente removendo a placa bacteriana através de limpeza bucal doméstica com fio dental e escova, mais limpezas periódicas feitas pelo dentista.
Prevenção: Limpeza bucal doméstica + Limpeza profissional de 6/6 meses.

Orientações sugeridas por Cid Ferraz – Pós-graduando em Periodontia pela Universidade de Oslo – Noruega – e por Leda Viegas Garbino – Especialista em Periodontia.
REVISTA DA APCD V. 48, Nº 6, NOV./DEZ. 1994

Prevenção - Orientação de higiene e cuidados bucais

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higienebucp

Cárie e doenças gengivais são conseqüências de hábitos alimentares inadequados associados a uma higiene oral precária e ineficiente. Os principais passos para a verdadeira cura, são: uma melhora substancial da higiene oral e o controle da dieta (ingestão de sacarose), desta forma estará cuidando da sua saúde bucal e fazendo a manutenção para durabilidade do tratamento dental.

A escova dental tem como finalidade à remoção de resíduos de alimentos e placa bacteriana que é um acúmulo de bactérias que fica fortemente aderida ao dente, sendo a grande causa de cáries e doenças gengivais. A placa bacteriana é incolor ou levemente esbranquiçada (uma espécie de “massinha” que fica na superfície do dente), e às vezes, sequer é notada. Quando permanece em um lugar por um bom tempo pode se calcificar, formando o tártaro.

ESCOVA DE DENTE

escovapÉ importante que a escova remova placa bacteriana sem traumatizar os tecidos gengivais e para isto deve ter:

Cerdas macias ou extramacias com pontas arredondadas e da mesma altura

Cabo reto, o que proporciona um melhor apoio.

Cabeça pequena capaz de atingir as áreas posteriores e facilitar a escovação.

A escova deve ser trocada no máximo após 60 dias de utilização, ou quando suas cerdas tornarem-se “amassadas e/ou abertas”.

FIO DENTAL

fiodentalTemos disponíveis diversas marcas, tipos e apresentações do fio dental. Podem ser, encerados ou não, com ou sem flúor, e com sabores (menta, canela). Sua utilização é fundamental na remoção de resíduos alimentares e placa bacteriana que a escova dental não consegue retirar.
Os palitos interdentais
Têm indicações precisas, porém em geral seu uso é incorreto.

A principal finalidade dos palitos é a remoção de grandes porções de resíduos alimentares entre os dentes, devendo ser utilizado quando houver espaços entre os elementos dentários. Se o palito for pressionado entre os dentes onde há pouco espaço, são inevitáveis as lesões dos tecidos moles.

Evidenciadores

São substâncias que coram a placa bacteriana, a qual deve ser totalmente eliminada pela escovação, pois quando de difícil visualização, passa inadvertida, mesmo para o observador mais cuidadoso.

Hidroterapia

É o método de higienização por meio de instrumentos comerciais que utilizam água de torneira,
transformando-a em jato contínuo ou pulsátil sob pressão, dependendo do tipo de aparelho.

A hidroterapia é apenas uma suplementação e não substitui os demais recursos comprovadamente efetivos na higienização bucal.

Alças ou passadores de Fio dental

Indicados para clientes que usam Próteses Fixas onde o uso de fio dental de maneira convencional não é possível.

Prevenção - Aplicação de selantes

Selantes de Fóssulas e Fissuras
O que são selantes?

Os selantes são materiais plásticos transparentes, brancos ou matizados que são usados para “pintar” as superfícies rugosas dos dentes posteriores (pré-molares e molares), as quais usamos para mastigar os alimentos, promovendo a sua proteção.

0 selante age como uma barreira, uma película protetora que, facilitando a limpeza dos restos alimentares e o controle da placa bacteriana, reduz o risco de essas superfícies cariarem-se.

Essa película protetora de selante não deve ser muito espessa, pois poderá interferir na oclusão (na mordida). Ela deve apenas cobrir as superfícies rugosas dos dentes posteriores.

Por que os selantes são necessários?

Os dentes posteriores, os quais usamos para triturar os alimentos, contêm fissuras e fóssulas: pequenas ranhuras e depressões onde os restos alimentares e a placa bacteriana ficam retidos e se acumulam e onde as cerdas das escovas não conseguem limpar.

A cerda de uma escova de dente é muito larga para poder alcançar o fundo desses sulcos e fissuras. Formando uma película protetora, os selantes protegem o dente dos restos alimentares e da placa bacteriana, diminuindo, assim, o risco de cárie.

Em quem os selantes devem ser aplicados?

As crianças são as maiores beneficiadas. Os selantes devem ser aplicados em seus dentes, especialmente naqueles recém-erupcionados.

Os selantes são recomendados para todas as crianças, mesmo aquelas que recebem aplicações tópicas de flúor ou que vivem em uma comunidade com água fluoretada (como a Grande São Paulo). 0 flúor ajuda no combate à cárie, mas é menos efetivo nas superfícies rugosas dos dentes.

Em quem não deve ser aplicado?

Naquelas pessoas de baixo risco de cárie, com dentes que tenham sulcos e fóssulas rasas, o que permite fácil limpeza. Para ser feita a aplicação do selante, é necessário que a superfície do dente esteja limpa e seca e, portanto, o paciente deve ser colaborador.

Existe algum inconveniente?

Nenhum. Apenas deve ser aplicado quando o dentista tiver certeza de que no fundo dos sulcos não existem cáries.

Como são aplicados os selantes?

Leva cerca de poucos minutos para um dente ser selado.
Primeiro, o dente que vai ser selado deve ser limpo, depois, sua superfície rugosa é preparada e o selante é aplicado, ficando aderido à superfície rugosa do dente.

0 selante pode ser aplicado em pacientes adolescentes ou adultos?

Sem dúvida, desde que o paciente apresente risco de cárie, ou seja, presença de placa cariogênica, consuma guloseimas fora dos horários das refeições principais, esteja consumindo medicamentos que diminuam o fluxo salivar ou apresente mancha pré-cariosa nos sulcos e nas fissuras.

0 selante necessita ser reaplicado?

Quando o selante é aplicado, ele “escorre” e penetra nas fóssulas e fissuras do esmalte do dente.

Durante a mastigação, irá ocorrer um desgaste natural dessa película protetora e por isso, para manter o efeito protetor, há necessidade de verificação periódica durante as visitas de retorno; assim, o dentista determinará se a reaplicação é necessária.

Pergunte ao seu dentista se você e seu filho podem se beneficiar com a aplicação de selantes em seus dentes posteriores.

Informações sugeridas pela especialista em Odontopediatria Yara Pierangeli Claudio Fonseca.
REVISTA DA APCD V. 48, Nº 5.

Prevenção - Protetor bucal para prática esportiva

Protetor Bucal e Esporte

protetor bucal1O que é um protetor bucal?

É um dispositivo intrabucal que, quando utilizado corretamente durante prática esportiva, protege lábios e dentes e reduz a possibilidade de injúrias de cabeça e pescoço.

Quais as práticas esportivas que requerem a utilização dos protetores bucais?

Todas as atividades esportivas, particularmente as que provocam contato, quedas ou colisões com superfícies duras e que podem levar a lesões dentárias ou orofaciais, tais como: hóquei sobre gelo, handebol, futebol, futebol americano, basquete, pugilismo e rodeios. Esportes modernos, ditos radicais, como surfe, alpinismo e skate, também devem ser praticados com protetores bucais.

Quais as funções e vantagens do uso do protetor bucal?

São muitas as funções de um protetor bucal: em caso de acidentes esportivos e impactos diretos sobre a face, o protetor impede que os dentes recebam esses impactos diretamente; em caso de acidentes esportivos diretamente sobre os dentes, a presença do protetor bucal amortece e redistribui a força do impacto, evitando fraturas e/ou deslocamentos dentários; o protetor ainda mantém os tecidos moles (lábio e bochecha) distantes dos dentes, o que diminui o risco de cortes e lacerações; finalmente, o dispositivo reduz o risco de fraturas em dentes posteriores, bem como o risco de fraturas de mandíbula.

Existe um limite de idade para o uso de protetores?

Nas atividades associadas às práticas esportivas, o uso é aberto a qualquer idade, não havendo limites estabelecidos. Normalmente, os protetores bucais estão relacionados às práticas esportivas. Portanto, são mais utilizados por crianças maiores, adolescentes e adultos. No entanto, já se vislumbra a possibilidade de prevenir traumatismos dentoalveolares provocados por quedas, em crianças de tenra idade, embora a aplicabilidade da confecção e do uso nessa faixa etária ainda esteja longe de ser conseguida.

As vantagens estão sempre relacionadas à boca e aos dentes?

Não. Em menor proporção, os protetores bucais minimizam as concussões, hemorragias cerebrais e fraturas de crânio. Além disso, a utilização do protetor bucal pode proporcionar ao atleta ou esportista eventual maior segurança psicológica, melhorando sua performance.

Quais são os tipos de protetores bucais e como ter acesso a eles?

Existem os protetores esportivos pré-fabricados, encontrados em lojas esportivas, que geralmente se apresentam em três tamanhos (pequeno, médio e grande). São de baixo custo, no entanto, de eficácia duvidosa, podendo interferir na respiração e na fala. Seu uso é comprometedor também pela falta de adaptação à boca. Existem ainda os protetores confeccionados com um kit específico, que, portanto, adaptam-se melhor à boca. São compostos de uma moldeira rígida e material de preenchimento resiliente, sendo autopolimerizáveis ou polimerizados por calor. Os protetores bucais mais eficazes são aqueles fabricados pelos dentistas, que são individualizados e obtidos a partir do modelo do arco do esportista. Estes não interferem na respiração nem na fala e permitem a ingestão de líquidos, sendo mais confortáveis. Além disso, não se deslocam facilmente da boca durante a prática esportiva. É importante ressaltar que todos esses protetores são utilizados no arco superior.

Recomendam-se cuidados especiais com os protetores bucais?

Sim. Quanto ao seu armazenamento: devem ser guardados em caixas perfuradas, evitando deixá-los expostos ao sol, o que os deforma. Quanto à higienização: deve-se escová-los com creme dental e lavá-los com água fria. Quanto ao tempo de troca: deve-se controlar, com freqüência, sua adaptação à boca, especialmente em crianças e adolescentes, devido à dinâmica de crescimento e transição de dentes de leite para dentes permanentes.

O uso de aparelho ortodôntico fixo contra-indica a utilização do protetor bucal?

Não. O uso do aparelho ortodôntico constitui mais uma indicação para utilização do protetor bucal. Isso porque os “brackets” do aparelho ortodôntico, em contato com os tecidos moles da boca, facilitam cortes e lacerações. O protetor bucal, portanto, oferece proteção. Nesse caso, é importante enfatizar a necessidade de protetor duplo (nos arcos superior e inferior).

Artigo Publicado no site da APCD

Prevenção - Aplicação de Fluor

prevencaoUsar pastas que contenham flúor é um grande passo na prevenção das cáries. Recentemente estudos mostraram que quanto menos água se usava para lavar o excesso de pasta após a escovação, maior era a capacidade de prevenção delas. Portanto não enxágüe exageradamente a boca com água após a escovação, mas também não engula o excesso de espuma.

Bochechos caseiros com soluções prontas de fluoretos a 0,05%(Enxaguatório bucal Oral-B, Fluordent, dentre outros) durante 1 minuto, diariamente antes de dormir, podem reduzir a formação de cáries em 35%. (figura ao lado)

O flúor também pode ser usado em concentrações maiores no consultório dentário. Para isso é necessário marcar uma consulta de profilaxia (limpeza) e aplicação de flúor. Neste tipo de procedimento temos uma redução significativa no aparecimento de cáries (20 a 40%), mais deve ser feito com periodicidade média de três meses.

Dieta Alimentar, legumes, verduras, frutas, peixes, queijos, além de serem alimentos saudáveis, ricos em vitaminas, proteínas, sais minerais e fibras, provocam menores danos aos dentes. Muito importante, porém, é evitar o consumo de açúcar entre as refeições.

Prótese Total - Dentaduras

Dentadurab  Qual é o melhor tipo de dentes?
É difícil estabelecer regras fixas para a escolha de dentes de porcelana ou de resina acrílica. Atualmente, a maioria dos profissionais prefere os de resina acrílica, pois apresentam como vantagens:
– não produzem ruídos quando o paciente mastiga ou fala;
– o perigo de fratura é menor;
– facilidade para ajustes oclusais.

Suas desvantagens incluem:
– a mudanças de forma e de cor;
– maior cuidado na limpeza;
– desgaste com o tempo de uso.

Vantagens dos dentes de porcelana:
– estabilidade da cor;
– facilidade de limpeza;
– o desgaste é clinicamente insignificante.

Desvantagens:
– produzem ruídos quando o paciente mastiga ou fala;
– abrasão nos dentes naturais opostos;
– perigo maior de fraturas.

Qual o tempo de duração de uma dentadura?
A cada 5 anos, o paciente deverá procurar o seu cirurgião-dentista, para uma análise criteriosa para confecção de novas dentaduras. Estética, harmonia facial, desgaste dos dentes, envelhecimento precoce, falta de retenção, reabsorção óssea, dores em algumas áreas são alguns itens importantes para indicação ou não de uma nova dentadura.

Quanto tempo é necessãrio para se acostumar às dentaduras?
A dentadura inferior leva 4 vezes mais tempo que a superior. Quanto mais tempo você empregar na mastigação, melhor será a adaptação. Não coma porções grandes de alimentos no princípio. Divida os alimentos em pequenas porções. Você terá dor e desconforto no começo; se aparecerem pontos dolorosos ou “calos” procure seu dentista, que lhe dará alívio necessário.

DentaduraaQue tipo de alimentos devo comer?
Coma somente alimentos macios e cremosos nos primeiros dias; à medida que for progredindo, coma alimentos mais sólidos e mastigue vagarosamente e por igual a fim de controlar a dentadura e a pressão das gengivas ao morder.

É difícil falar com as novas dentaduras?
Se você tem tendências de misturar as palavras, ou parece difícil, pratique falando em voz alta em frente ao espelho. Normalmente, rapidamente se aprende a falar com a nova prótese.

Por que as dentaduras “machucam”?
Quase sempre elas irão provocar pequenas ulcerações na sua gengiva. É muito difícil fazer dentaduras que não traumatizem a fibromucosa, provocando dores. Quase sempre é necessário realizar controles posteriores, desgastes, ajustes oclusais etc.; não esquecer que as dentaduras são duras, rígidas e o tecido da gengiva é muito delicado e sensível.

0 que fazer com a sensação de “boca cheia”?
Para diminuir seus efeitos, engula com mais freqüência, e, depois de alguns dias, seu organismo se adaptará às novas condições. Os músculos dos maxilares, dos lábios, assim como a língua, ajudam a manter a dentadura no lugar.

Quando as dentaduras provocam náuseas e enjôos, o que fazer?
0 melhor remédio é usá-las o maior tempo possível. Esse reflexo passará logo. Seu dentista pode ajudar verificando a extensão da base e a adaptação no céu da boca.

Devo dormir com as dentaduras?
Muitos usam suas dentaduras artificiais durante as 24 horas; no entanto, se sentir dificuldades porque acorda com dor na boca, ou elas soltam à noite, melhor dormir sem elas.

Como limpar as dentaduras?
Sempre que se alimentar, fazer o possível para lavar as dentaduras por meio de escovas macias. Não usar pó para polir, eles podem conter cáusticos alcalinos, ácidos ou partículas, os quais podem arranhá-la. 0 acúmulo, de antigas partículas pode dar mau odor.
Uma dentadura que não está limpa nunca é confortável. A melhor maneira de evitar o acúmulo de tártaro é não deixar que se deposite.
Devo usar produtos de fixação?
Quase sempre não há necessidade de pó adesivo; deve-se usá-lo somente a conselho do seu dentista.

Dentadura coregaMuitos clientes não ficam satisfeitos com a retenção das suas dentaduras; começam por conta própria ou por informação de outros a usar pó adesivo; porém, com a pressão aumentada, a gengiva se reabsorve, se contrai mais rapidamente e as dentaduras ficam cada vez mais frouxas, precisando se aumentar cada vez mais e a quantidade desses “produtos ditos milagrosos”.

Orientações sugeridas por José Valdes Conti – Professor Titular do Depto. de Prótese Dentária. Coordenador do Curso de Especialização em Prótese Dentária da FOB-USP.
REVISTA DA APCD V. 49, Nº 5, SET./OUT. 1995

Implantes - Implantes dentário

implantepO Implante Dentário nada mais é que a colocação de uma raiz dentária artificial normalmente fabricada de um metal ou liga de Titânio, que fica no interior do osso maxilar com a finalidade de suportar próteses ou outros trabalhos envolvidos com a reabilitação oral.

Atualmente, em todo o mundo, os implantes se tornaram parte integrante dos planejamentos protéticos. Muitos dos pacientes estão também cientes das vantagens oferecidas pelos implantes e alguns indivíduos edêntulos ou parcialmente edêntulos vêm ao cirurgião-dentista em busca de tratamento protético utilizando implantes.

Antes da colocação dos implantes, o cliente após ser examinado clinicamente e observado sua indicação, deverá fazer radiografias, tomografias computadorizadas e exames laboratoriais para a perfeita comprovação da qualidade e quantidade óssea do leito receptor do implante, assim como sua saúde geral.

Após esse passo, um minucioso planejamento é executado para eleição do melhor implante a ser colocado, daí segue-se um rigoroso cuidado pré-operatório que vai desde orientações de higiene bucal, raspagens e polimento dental, tratamentos de doenças gengivais, remoção de cáries à prescrição de medicamentos.

Realizado o implante serão feitas revisões periódicas até a colocação das próteses.

Durante todas as etapas do tratamento o cliente é devidamente esclarecido, podendo com isso participar efetivamente da sua reabilitação bucal.

Os implantes osseointegrados ampliaram significativamente o espectro terapêutico da odontologia protético-cirúrgica nos últimos 20 anos.

Atualmente, em todo o mundo, os implantes se tornaram parte integrante dos planejamentos protéticos. Muitos dos pacientes odontológicos hoje estão também cientes das vantagens oferecidas pelos implantes e alguns indivíduos edêntulos ou parcialmente edêntulos vêm ao cirurgião-dentista em busca de tratamento protético utilizando implantes.

O Implante Dentário nada mais é que a colocação de uma raiz dentária artificial normalmente fabricada de um metal ou liga de Titânio, que fica no interior do osso maxilar com a finalidade de suportar próteses ou outros trabalhos envolvidos com a reabilitação oral.

O esmagador sucesso dos implantes dentários tem feito com que seja usado em algumas aplicações não tradicionais, tais como fixações de próteses extrabucais para repor regiões faciais perdidas em cirurgias oncológicas, como ancoragem para movimentação ortodôntica, próteses auriculares, oftálmicas, etc.

Implantes - Implantes dentário - Esclarecimentos

0 que são implantes osseointegrados?

São uma nova geração de implantes, introduzidos a partir da década de 60, mas que só agora atingem um grau de aceitabilidade pela comunidade científica internacional. São, normalmente, parafusos de titânio introduzidos cirurgicamente nas áreas desdentadas e, sobre eles, são instalados dentes artificiais (prótese dentária).

0 que existe de mágico no titânio?
Nada. É um material usado em Ortopedia há muitas décadas. Simplesmente o titânio não sofre corrosão quando inserido no corpo humano e não apresenta fenômenos de rejeição imunológica.

Em que situações não deve ser colocado?
Apenas em 2 situações: em pacientes com determinados problemas de saúde de ordem geral e quando não houver espessura e altura óssea suficientes para acomodar os implantes.

E quanto à idade?
Não existe limite de idade: a partir da puberdade, qualquer pessoa pode receber implantes.

Se não tiver osso suficiente, existem maneiras de aumentar a quantidade de osso disponível?
Sim. Dever ficar muito bem claro que esses procedimentos são relativamente novos, ainda não suficientemente testados, e só devem ser empregados em casos absolutamente necessários, com total conhecimento de todos os riscos e custos por parte do paciente.

Quanto dura a cirurgia para instalar o implante?
Normalmente, entre 60 a 90 minutos. Somente em casos excepcionais esse tempo é dilatado.

Quais os riscos cirúrgicos?
Mínimos. A cirurgia é feita normalmente com anestesia local e é muito mais simples que outros procedimentos cirúrgicos odontológicos, como a extração de um dente incluso, por exemplo. 0 pós-operatório é muito bom e a maioria dos pacientes não relata qualquer incômodo maior.

A prótese é colocada imediatamente após a cirurgia?
Para os casos de próteses totais, elas são colocadas 3 ou 4 dias após a cirurgia e, em casos de próteses parciais, muitas vezes, não fica nenhum dia sem a prótese. Quase sempre são próteses provisórias, sendo substituídas depois de alguns poucos meses pelas definitivas.

A prótese fixada por implantes é melhor que as convencionais “ponte móvel” e “dentadura”?
A exemplo das próteses fixadas sobre os dentes, as fixadas sobre os implantes têm como maior vantagem não se soltarem durante a mastigação, propiciando maior conforto, segurança e eficiência.

Os resultados estéticos são bons?
Expectativa demasiada é comum mas, normalmente, é sucedida de uma certa parcela de frustração. Em muitos casos, a solução estética é apenas aceitável.
Todas as próteses fixadas ou não sobre os implantes não são como os dentes naturais. 0 melhor é pensar nas vantagens funcionais.

Quanto tempo dura um implante? Qual a chance de dar certo?
Pode-se afirmar que 95% dos casos, se os implantes não forem perdidos nos dois primeiros anos de uso, durarão toda a vida. Estudos demonstram que implantes de boa procedência apresentam taxas de sucesso acima de 90% no maxilar superior e, 97%, no inferior.

Do que depende o sucesso do implante?
De vários fatores, mas o principal é a observância do protocolo (receita completa de como e quando se faz o implante). E necessário que o profissional seja meticuloso e treinado na técnica.

Porque é tão caro?
0 preço está em visível queda. Adiar a colocação do implante, por razões financeiras, é melhor do que colocar um sistema mais barato e não confiável.

Informações sugeridas pelo Núcleo de Apoio à Pesquisa em Implantes Odontológicos – NAPIO – Faculdade de Odontologia de Bauru – USP. Coordenador: Aguinaldo Campos Júnior.
REVISTA DA APCD V. 48, Nº 4, JUL./AGO. 1994

Implantes - Próteses sobre Implantes

Implante- Caso unitário

icu-ant  icu-dur  icu-dep

Implante – Caso parcial

icp2  icp1  icp4 icp5  icp6

Implantes - Enxerto de mento

enxertodementoA necessidade de correção de pequenos ou de grandes defeitos ósseos para colocação de implantes e posterior reabilitação tornouse rotineira na prática da implantodontia. As técnicas de enxerto ósseo e de reconstrução parcial ou total da maxila e da mandíbula e das áreas doadoras são avaliadas, basicamente, de acordo com o grau de perda óssea, do planejamento cirúrgico-protético e das condições gerais do cliente.

Há muitas discussões e controvérsias a respeito da utilização de materiais para enxerto e reconstrução óssea, podendo ser usados tanto o osso autógeno quanto materiais
alógenos e aloplásticos. No entanto, os melhores resultados têm sido relatados com o osso autógeno.

O mento é uma das melhores áreas bucais porque oferece boa quantidade e qualidade óssea cortical e medular. O enxerto tem a forma de semi-arco, e pode ser usado como enxerto do tipo “onlay” (sobre o rebordo), “inlay” (dentro de uma cavidade), “sandwich” (dentro e fora do rebordo remanescente, geralmente em seio maxilar) ou triturado (para preencher espaços entre blocos ou de pequenos defeitos e/ou dentro do seio maxilar).

Implantes - Levantamento de Seio Maxilar

A cirurgia de Sinus Lift ou Levantamento do Seio Maxilar é um procedimento utilizado para enxerto quando não há osso na parte posterior do maxilar superior.

A perda dos elementos dentais no maxilar superior é 35 vezes mais freqüente do que na mandíbula. Isto significa que devido a ausência de dentes e de estímulo mastigatório, verifica-se uma importante expansão ou pneumatização do seio maxilar e a conseqüente perda do rebordo ósseo residual.

A altura óssea da região posterior da maxila determina a técnica utilizada na instalação dos implantes. Existem 2 situações: a primeira quando o cliente apresenta o osso alveolar remanescente da região posterior da maxila entre 1 a 4 mm deve-se realizar o levantamento de

seio traumático e esperar pelo menos 6 meses para instalar o implante. A segunda situação existe quando temos um osso remanescente entre 4 e 7 mm, onde utilizaremos osteótomos específicos para o levantamento de seio maxilar atraumático e o implante é instalado no mesmo tempo cirúrgico.

 

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Dra. Ana Maria Façanha
Nutricionista e Eng. de Alimentos

Dietoterapia

NOSSA METODOLOGIA DE TRABALHO

Considerando que a alimentação é um dos fatores fundamentais para a manutenção da saúde, o planejamento alimentar deve ser cuidadosamente elaborado, com ênfase na individualização. Para ser bem sucedida, a dieta deve ser orientada de acordo com o estilo de vida, rotina de trabalho, hábitos alimentares, nível socioeconômico e tipos de patologias (quando estiver presente).

Antes de iniciar os tratamentos fazemos uma avaliação nutricional, através da tomada de medidas do corpo procurando de forma objetiva as medidas que são mais harmônicas, é calculado o Peso Ideal com o Índice de Massa Corpórea e outros índices e finalmente realizamos o Exame de Bioimpedância (determina a composição do corpo em gordura e músculos).

Empregamos um questionário que procura determinar os hábitos alimentares, o estilo de vida, a prática de exercícios e a aptidão para as diversas modalidades esportivas. Só então é feito um programa que é personalizado, onde é orientado o tratamento a seguir. O tipo de Reeducação Alimentar, a prática de exercícios. Esta avaliação inicial é muito importante, porque irá determinar toda a evolução do tratamento para que se consiga atingir o objetivo que levou a paciente à nos procurar.

Bons hábitos alimentares e exercícios são a base para se ter uma boa aparência corporal, o que é agradável, mas são também um requisito para a boa saúde, o que é absolutamente útil. Portanto, cuidar da forma corporal não é só uma questão de vaidade, é também uma atitude de saúde preventiva

Bioimpedância

Bioimpedancia

Exame realizado através de um aparelho que gera uma corrente elétrica muito baixa (não perceptível pela cliente). A corrente anda mais rápido pelos tecidos magros que têm mais água e eletrólitos e mais devagar pelos tecidos com gordura. Dessa forma é possível determinar o conteúdo em gordura de um corpo  em porcentagem. Assim é possível dizer que uma pessoa tem, por exemplo, 32% de massa gordurosa e 68% de massa magra.

O interessante, é que este exame ajuda a detectar as chamadas magras-gordas, ou seja, pessoas magras no peso, e com composição de gordura aumentada no corpo, que provocam a desarmonia corporal (Celulite, Flacidez, Gordura Localizada e Excesso de Gordura).  .

É por causa desta composição alterada, que mesmo pessoas com o peso normal, podem ter as alterações causadas por excesso de gordura. Outras clientes com excesso de peso, se tiverem a composição também alterada, vão apresentar alterações ainda piores na aparência corporal.

Este exame é muito importante, porque ajuda a determinar a correção alimentar, que é necessária às vezes, mesmo em pessoas com o peso normal, para recuperar e manter  a forma corporal.

Recomendações:

O cliente não pode se alimentar nas 04 horas que antecedem ao exame;
Não pode fazer atividade física no dia do exame
Não pode estar menstruada (clientes do sexo femenino)

Obesidade

A obesidade que hoje é conhecida como doença temos até autores que a chamam de obesidite ou seja a inflamação do tecido adiposo, com uma série de consequências danosas a nossa saúde merece especial atenção e em nosso consultório, o cliente recebe uma especial atenção e um cuidado maior para uma vez atingida a perda de peso nosso objetivo é manter, por que assim prevenimos de várias patologias.

Hipertensão

Muitas vezes, quando o médico aconselha tirar o sal da comida, pensamos apenas no sal da preparação dos alimentos. Mas será que é somente aí que encontramos o sódio? Não podemos esquecer que a substância do sal, o sódio nem sempre tem o gosto salgado. É só pensarmos no catchup, na mostarda e no refrigerante e todos os enlatados e embutidos onde o sal é usado para conservar também.  A salsicha, lingüiça, nuggets, peixes empanados, hambúrguer, almôndega, conservas, molhos prontos, carne seca, bacalhau não podiam ser diferentes, ou seja, todos são ricos em sódio.
Importante: As informações fornecidas não são individualizadas. Portanto, um nutricionista deve ser consultado antes de se iniciar uma dieta

Dislipidemia

Dislipidemia definição

1. As dislipidemias ou hiperlipidemias acomete cerca de 10% a 15% da população adulta. De maneira geral, estes termos traduzem elevações nos níveis dos lipídios sanguíneos, em especial do colesterol e/ou triglicerídeos.

2. As dislipidemias podem ser surgir em decorrência de algum processo patológico, que é chamado de dislipidemias secundárias, destes processos os mais freqüentes são diabetes mellitus, obesidade, síndrome nefrótica e insuficiência renal, hipotireoidismo, gota, hepatopatias, alcoolismo e uso de contraceptivos hormonais.

3. As gorduras saturadas aumentam o nível do LDL (mau colesterol) na corrente sanguínea, enquanto as insaturadas atuam ajudando a aumentar o HDL (bom colesterol). Isto não significa que este tipo de gordura deve ser aumentado na alimentação, pois dependendo do grau de aquecimento, as insaturadas vão tornando-se saturadas. Por isso não se recomendam as frituras e nem a reutilização dos óleos usados neste processo, pois quanto mais for aquecido maior será o percentual de gorduras saturadas.

4. Para o tratamento das dislipidemias é aconselhável a busca do peso ideal, aumento da atividade física, parar de fumar, reduzir a ingestão de gorduras saturadas e colesterol.

Diabetes

1. Cientistas em todo mundo pesquisam, cada vez mais, a cura da diabetes. Enquanto ela não chega, uma alimentação equilibrada e saudável pode melhorar seu prognóstico.

2. O diabético necessita saber a distinção entre diet e light. Diet é um produto que pode ter um teor reduzido ou isento de qualquer nutriente, isto significa, sem açúcar, ou sem gordura ou sem sal. E light é um produto que tem um nutriente um pouco reduzido (até 30%), mas ainda contem certa quantidade do mesmo, ou seja, pode conter açúcar.

3. Preste atenção nos sinônimos do açúcar nos rótulos: glicose, sacarose, glucose de milho, açúcar invertido açúcar demerara, ou ainda, mel.

4. Alimentos ricos em fibras diminuem a velocidade de absorção da glicose. Por isto, prefira frutas com cascas, arroz integral, saladas cruas, massa integral, batata com casca, acrescente farelo de trigo em farinhas refinadas.

5. A atividade física melhora a sensibilidade a insulina.

6. No diabetes, assim como na resistência a insulina, é essencial cortar ou diminuir a utilização de carboidratos e o açúcar, pois estes de uma maneira geral após o processo digestivo passam pelo fígado, onde são transformados em glicose, que é a forma aproveitada pelo organismo, conseqüentemente eleva-se a taxa de glicose. É essencial a distinção entre os carboidratos com grande poder de gerar insulina e os com menor poder.

Síndrome Metabólica

Nos últimos anos houve um aumento na incidência de doenças crônicas (obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares) e fatores de risco associados (como tabagismo, estresse, sedentarismo e alimentação inadequada), que ocasionaram o aumento da morbidade e da mortalidade da população adulta mundial.
A associação da obesidade às outras patologias crônicas citadas acima é denominada Síndrome Metabólica.
Existem alguns desencontros na definição de Síndrome Metabólica (SM), pois não há uma descrição internacional definitiva. Com isso, cada grupo de pesquisadores segue um conjunto de patologias associadas, de acordo com trabalhos desenvolvidos.

A Síndrome Metabólica (SM) é um transtorno complexo, caracterizada por um conjunto de fatores de risco cardiovasculares, relacionados com resistência à insulina e obesidade abdominal. É importante assinalar a associação da SM com doença cardiovascular, aumentando a mortalidade geral em cerca de 2 vezes e a cardiovascular em 3 vezes.

As sociedades médicas sugerem alguns métodos para detecção dos indivíduos portadores de síndrome metabólica. O Consenso sobre SM (2004) sugeriu que os indivíduos portadores de três ou mais dos seguintes critérios devam ser considerados como portadores de síndrome metabólica:

Obesidade abdominal (visceral), medida ao nível médio do abdômem: cintura > 102 cm em homens e > 88 cm em mulheres;
Hipertrigliceridemia: > 150 mg/dL
HDL colesterol: < 40 mg/dL em homens e < 50 mg/dL em mulheres;
Hipertensão arterial sistêmica > 130/85 mmHg;
Glicemia de jejum: > 110 mg/dL (recentemente, a Associação Americana de Diabetes sugeriu que os valores de normalidade para glicemia de jejum fossem reduzidos para, no máximo, 99 mg/dL, sendo possível que esse critério seja adotado também para síndrome metabólica em um próximo consenso da ATP III).
Recentemente a International Diabetes Federation (IDF, www.idf.org, maio 2005), sugeriu como critérios:

Obesidade central  cujos  limites possa variar conforme a etnia. Assim para europeus sugeriu para  medida da circunferência da cintura os valores de 94cm para homens e 80cm para mulheres, para asiáticos 90 e 80cm e para japoneses 85 e 90cm respectivamente homens e mulheres.
E  dois ou mais dos seguintes critérios:

Hipertrigliceridemia: > 150 mg/dL ou estar em tratamento específico
HDL colesterol: < 40 mg/dL em homens e < 50 mg/dL em mulheres ou estar em tratamento específico;
Hipertensão arterial sistêmica > 130/85 mmHg ou tratamento de hipertensão diagnosticado previamente.
Glicemia de jejum > 100mg/dL ou  diabetes tipo 2 diagnosticado previamente
Outros clínicos e laboratoriais tem sido associados à SM, síndrome de ovário policístico, acanthosis migrican, doença hepática gordurosa não alcóolica, microalbuminúria, estados pró-trombóticos, estados pró-inflamatórios e de disfunção endotelial.

Ganho de peso

O que essa minoria tem de especial para ser diferente da maior parte da população?
Escuto muitos comentários de raiva sobre as pessoas que passam o dia todo mastigando e não engordam uma grama. A explicação para tudo isso é o famoso metabolismo!  Metabolismo é o nosso gasto energético em repouso, ou seja, sabe quando você acorda e só abre os olhos? Nesse momento o coração está batendo, você está respirando e todos os órgãos funcionando. Para isso existe um gasto energético e esse é o nosso metabolismo. Já nascemos com ele, mas conseguimos sim modificá-lo!
Para essas pessoas valem a explicação da balancinha também. O nosso peso é o resultado do que comemos e gastamos. Se essas pessoas gastam mais energia é óbvio que elas precisam consumir mais, mas será que é batata frita, sorvetes de massa, balas o dia todo? É claro que não! Não é porque são magros que não irão desenvolver uma doença crônica como colesterol ruim alto ou mesmo hipertensão e diabetes. Vale todo o conceito do artigo de alimentação saudável para essas pessoas. A diferença é que elas vão consumir mais vezes ao dia e muitas vezes o consumo de suplementos alimentares irão ajudá-los. Qual suplemento alimentar é mais indicado passando em consulta com um profissional Nutricionista. Cada um é um indivíduo diferente e não dá para generalizar um suplemento para todo mundo. Cada pessoa tem um ritmo de vida diferente o que faz cada pessoa ter uma necessidade energética e nutricional diferente da outra.

Acompanhamento à Gestantes

Gravidez é um bom momento para criar hábitos saudáveis. Pois o bebê depende da sua alimentação. Mas tão importante quanto a nutrição do pequeno é preparar o seu organismo para a maratona que vem pela frente: suportar as poucas horas de sono e a atividade intensa nos primeiros meses com um recém-nascido exige muita disposição mental e física. “A melhor maneira de passar por essa fase é se alimentar bem durante e após a gestação”.

“Há provas de que, se a mãe consome uma dieta com muita gordura, o bebê apresenta maior probabilidade, no futuro, de vir a desenvolver doenças cardíacas, como a aterosclerose (formação de placas na parede das artérias)”, explica a obstreta Hope Ricciotti. A prevenção a esse tipo de mal pode ser feita com a ingestão de gorduras insaturadas e monoinsaturadas, como o azeite de oliva e os óleos de amendoim, canola e girassol, em detrimento das gorduras saturadas ou trans, presentes nos produtos industrializados e margarinas, por exemplo. Também sabemos que a criança recebe pelo cordão umbilical substâncias que podem desenvolver células cancerígenas em seu organismo, quando a mãe consume alimentos que apresentam fórmulas químicas como corantes, flavorizantes, estabilizantes etc

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